"Acordo no meio desta noite. Quem me acordam são as empoeiradas impressões da velha Ezel-Aemp. Deveria dar procedência à história. Contar o que aconteceu conosco na manhã depois da busca, na igreja, no monte. Mas faço aqui um intermezzo, ou melhor, minha insônia o faz.
Não durmo por causa dela. Sempre ela. Será ela mesmo a culpada? Que inebriante é o passado. Mas se eu não existisse, ou não houvesse permanecido naquela ilha, ela seria apenas uma Katalín inofensiva. Doce e essencial; esquecida e despercebida nas suas esquisitices. Mas... Quantas névoas umedecem o meu sono. As névoas. Essas fumaças insípidas que me atormentam e contagiam o passado. Mistura-se o real e o irreal numa atmosfera tenebrosa. Afogo-me na areia seca da praia. Praia de Ezel-Aemp, é claro. Afogo-me em tudo. Na areia daquele passado, no oceano daquele passado e principalmente, afogo-me nas névoas que afogam o tempo. O tempo... O tempo não existe. E seria melhor que eu não existisse.
Percebo que a bruma pretérita começa a deixar zonza minha mente. Sorte a minha! Ainda percebo algo! Vou espreguiçar-me."
"Memórias da Ilha", Cervantez Vortibus
sábado, 13 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Ao bosque!
Eu me senti na obrigação de acompanhar Kata naquela busca. E isso foi o que fiz. Busquei um capote de camurça dentro de casa e fomos àquela peregrinação. Meus olhares eram unicamente para as imperfeições de Kata. Hoje compreendo que as imperfeições eram minhas. Mas eu era um exilado de um Cervantez de alma quieta e pensamento tímido; agora eu vivia num Cervantez de alma ataviada e pensamento extravagante. Mudei-me para a Ilha e desde então denominei-me rei e sábio. Na realidade eu não era nem uma coisa e nem outra.
Mas enfim, fomos à busca. Kata andava rapidamente. Eu me esforçava para alcançá-la, mas uma raiva ofegante dentro de minha caixa craniana logo me desmotivava. Parecia que tudo em Katalín era um motivo para minha consciência aguçar os nervos do corpo e avermelhar minha cabeça. Mas acho que era efeito do meu desprezo por aquela busca. Gritava para que ela andasse mais lentamente. Procurei uns métodos para me acalmar. Procurei olhar as árvores, as pedras, um lagarto que passasse ou mesmo o céu que já se coloria de crepúsculo para logo se descolorir de sombra. Rapidamente chegamos à margem do lago Wacharia. Estava tão belo, quieto e sereno. Refletia o céu como se fosse um enorme espelho que algum homem colocara naquele espaço desflorestado. Os olhos de Kata refletiam também algo. mas acho que era algo mais profundo, mais incógnito. Ela olhou para o lago e disse "E se Zaratrusta fora engolido por essas águas!?". Que absurdo! Até o vento se pôs contra essa afirmação, abafando sua voz e não deixando que ecoasse para o resto da natureza. Andamos e andamos mais. Seguimos a margem do grande lago que nos olhava e refletia. O escuro da noite chegava. Olhei o céu e algo na memória disse-me que quando o escuro chega é hora de estar em casa. Era a voz de mamãe.
- Voltemos. É tarde. - Alertei Kata.
- Certo. Por hoje, basta! Peguemos um atalho por aqui.
Pegamos o atalho, e não me lembro bem se dei uns palpites para a mudança de caminho, só sei que irritei-me quando retornamos aos pés daquele mesmo lago que estivemos há pouco tempo. Maldisse Kata em meus pensamentos. Minha sonolenta consciência chamou-a de insana umas dez ou trinta vezes. Certamente aquela escuridão da noite não nos deixaria voltar à vila sem algum risco maldoso que a natureza costumava dar de brinde aos enxeridos noturnos. O risco seria menor se subíssemos mais a montanha ao invés de descê-la. Fizemos isto e fomos pedir abrigo ao bispo da igrejinha do alto do monte. A noite era tão escura e escorregadia que não pude ver a igreja direito, portanto não a descreverei. O bispo nos atendeu com extrema má vontade. Também já era de se esperar que o bispo se irritasse com a perturbação de seu sagrado descanso. Era já bem velhinho e tinha um bom tanto de problemas nas costas; um bico-de-papagaio ali, uma costela fraturada aqui e muitos outros incômodos de velhice.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Como Sempre Há Algo de Esquisito
Quero documentar uma situação cuja miséria ainda não contaminara esta solenidade de diário: Zaratrusta sumiu! Sim... sua figura esteve em insensata falta na ilha; sentia essa ausência em todo lugar, foi e é um sentimento vil. Esse pavor vinha vindo, vinha vindo, súbito, e com cada reconhecimento de sua existência minha consciência inchava.
Zaratrusta saiu, logo depois da chegada de Cervantez. Não demoraria muito, foi apenas visitar outra aldeia; fica a apenas alguns dias de distância de Esel-Aemp. O ciêntista, o quase-excêntrico, não estipulou data de retorno, mas temi alguma desventura: já se passavam as quatro infindas semanas de um mês.
Precisava fazer algo! Me perguntei, "será?", e respondi, "sim, absolutamente". Absolutamente, precisava agir; absolutamente, havia algo de esquisito. E, não-absolutamente, havia algo de capricho momentário. Cervantez aparece e Zaratrusta some. Certamente, alguma manha do universo em criar essa coincidência...
Ia buscá-lo! Ia. Se havia algo de esquisito, e sempre há, desvendaria seu enigma e descobriria a sua incógnita. Lembro dessa inquietude. Pensava dia e noite na viagem a ser feita; eu iria a sós ou com algum companheiro? Faria a rota de sempre ou devia variá-la para melhor procurar o sujeito desaparecido? Eram tantas dúvidas, girando em torno de meus pensamentos como um grupo de crianças descuidadas que brincam e atrapalham o sereno de um bosque, afugentando os passarinhos.
Kata Porttis
"Tais Lembranças"
Zaratrusta saiu, logo depois da chegada de Cervantez. Não demoraria muito, foi apenas visitar outra aldeia; fica a apenas alguns dias de distância de Esel-Aemp. O ciêntista, o quase-excêntrico, não estipulou data de retorno, mas temi alguma desventura: já se passavam as quatro infindas semanas de um mês.
Precisava fazer algo! Me perguntei, "será?", e respondi, "sim, absolutamente". Absolutamente, precisava agir; absolutamente, havia algo de esquisito. E, não-absolutamente, havia algo de capricho momentário. Cervantez aparece e Zaratrusta some. Certamente, alguma manha do universo em criar essa coincidência...
Ia buscá-lo! Ia. Se havia algo de esquisito, e sempre há, desvendaria seu enigma e descobriria a sua incógnita. Lembro dessa inquietude. Pensava dia e noite na viagem a ser feita; eu iria a sós ou com algum companheiro? Faria a rota de sempre ou devia variá-la para melhor procurar o sujeito desaparecido? Eram tantas dúvidas, girando em torno de meus pensamentos como um grupo de crianças descuidadas que brincam e atrapalham o sereno de um bosque, afugentando os passarinhos.
Kata Porttis
"Tais Lembranças"
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A insanidade pode exilar-se em Ezel-Aemp, mas tem de tomar certos cuidados
Os dias em Ezel-Aemp passavam como uma valsa, serenos e perenes. E no meio desta valsa havia Kata, mais próxima de uma sinfonia, cheia de inconstância, cheia de allegros e andantes. Eu não era temerário, nem séssil no centro de tal bailado. Apenas dançava com meus próprios passos que não feriam a valsa nem a sinfonia. Mas deixemos a musicalidade da ilha de lado.
Katalín causava-me uns incômodos. De tão doce que era, deixava a ponta de minha língua amarga. Mas aquela amargura só me fazia querer desvendar mais a figura tão interessante que viera da Hungria para desvairar-se numa ilha quase deserta. Sim, ela estava à margem do desvairo... Mas acho que não chegou a banhar-se nas águas da loucura... Quem sabe qual foi realmente o fenômeno ocorrido naquela atmosfera da Nova Zelândia? As vezes me preocupava com isso, mas depois concluía que em Ezel-Aemp tudo podia vir a se desenrolar, até mesmo a insanidade... Ou algo semelhante...
Como já escrevi, uma certa vez ela preocupava-se com o sumiço de Zaratrusta. O doutor realmente não deu as caras na vila por alguns dias e assim Kata voltou a procurar-me.
- Disse-lhe e você não deu atenção ao caso. Zaratrusta não voltou, não voltou! Preocupo-me e muito! - Disse ela a mim.
Mais uma vez tentei acalmá-la, mas esforcei-me em vão. E então ela me disse que iria iniciar uma busca pela ilha a fim de confirmar que não acontecera nada de grave com o cientista sumido. Subiu-me um pavor desde os pés à garganta. Engasguei-me. Apavorei-me. Engasguei-me um pouco mais. É claro que Kata não percebeu que engasgava-me com o pavor.
- Acompanho-te. - Disse após a sessão de engasgos.
Qualquer coisa de importante na minha cabeça disse-me que era meu dever acompanhá-la, pois Kata agora levava suas infundamentadas preocupações para o terreno da ilha, que, como todos sabíamos, não era piedoso com as criaturas que ousavam margear seus abismos.
- Acompanho-te. - Disse após a sessão de engasgos.
Qualquer coisa de importante na minha cabeça disse-me que era meu dever acompanhá-la, pois Kata agora levava suas infundamentadas preocupações para o terreno da ilha, que, como todos sabíamos, não era piedoso com as criaturas que ousavam margear seus abismos.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Alerta
Disse que desenhava. Que a esfera era apenas um globo metálico que serviria como base para um desenho de estilo escheriano. Ainda não sabia que desenhava, além de tudo. Pensava: será que é verdade? Devo, posso, duvidar de sua palavra? Não há como saber. Deixei de lado o caso, mas mantive meu sigilo.
Aquele encontro me marcou; saboreei pela primeira vez a casa, os livros, o chá... e que chá! Nunca esquecerei... Ao entrar no cômodo, vi de longe o líquido amarelado, senti seu aroma nada agradável. Seria ele quem o preparou? Não sei. Mesmo que não estivesse cativada pelo ambiente e pelo propósito de minha estada, não teria tomado o chá tranquilamente. Quando estávamos para nos despedir, ergui a xícara a minha boca descontente e bebi. Saí depressa como entrei; Cervantez, em sua gentileza, não havia de ver a expressão que tomara meu rosto involuntário.
Encontrei, porém, satisfação no ambiente caseiro do espanhol; acredito ainda que o espaço de vivência de uma pessoa revela todos os seus segredos. Tomei cuidado para lembrar de tudo; os detalhes dos livros, dos assentos, até dos refrescos. E, claro, do próprio Cervantez. Certamente, minhas observações se mantiveram inconspícuas.
Agora bastava desvendar os mistérios, seguramente encontrados nas imagens mentais que retenho. Os mistérios... A análise do sujeito tomariam prioridade nos dias nebulosos a seguir. Que venha a solução...
Kata Porttis
"Tais Lembranças"
Aquele encontro me marcou; saboreei pela primeira vez a casa, os livros, o chá... e que chá! Nunca esquecerei... Ao entrar no cômodo, vi de longe o líquido amarelado, senti seu aroma nada agradável. Seria ele quem o preparou? Não sei. Mesmo que não estivesse cativada pelo ambiente e pelo propósito de minha estada, não teria tomado o chá tranquilamente. Quando estávamos para nos despedir, ergui a xícara a minha boca descontente e bebi. Saí depressa como entrei; Cervantez, em sua gentileza, não havia de ver a expressão que tomara meu rosto involuntário.
Encontrei, porém, satisfação no ambiente caseiro do espanhol; acredito ainda que o espaço de vivência de uma pessoa revela todos os seus segredos. Tomei cuidado para lembrar de tudo; os detalhes dos livros, dos assentos, até dos refrescos. E, claro, do próprio Cervantez. Certamente, minhas observações se mantiveram inconspícuas.
Agora bastava desvendar os mistérios, seguramente encontrados nas imagens mentais que retenho. Os mistérios... A análise do sujeito tomariam prioridade nos dias nebulosos a seguir. Que venha a solução...
Kata Porttis
"Tais Lembranças"
sábado, 15 de junho de 2013
O chá esfriou...
O chá ficou intacto! Ela não deu nenhum gole! Aquilo me irritou profundamente... Enfim começou a falar em um compasso próximo ao de uma marcha. Interrogou-me a respeito de uma esfera metálica que Dona Natalina me arranjara pela manhã. Chamou-a de "aquela coisa suspeita". Quando sua marcha interrogatória perdeu o compasso, encontrei um feixe vazio no diálogo para explicar a finalidade da esfera metálica. Disse então que usaria aquilo para fazer uns estudos artísticos; uns desenhos à carvão do reflexo produzido na face do tal globo; algo inspirado nas obras de Escher... Sempre exercitei o desenho. Ela pareceu compreender o que eu dissera a pouco; eu não compreendia nada. Seus olhos olharam para minha estante de poucos livros, depois para o chão, e depois para os livros novamente, e por fim retomou a palavra (em compasso de marcha como antes). Aconselhou-me não caminhar pela praia nos dias frios, proferiu que o gelado da neblina iria me colocar doente. Perguntou-me o porquê daquelas minhas caminhadas. Não me lembro de ter respondido algo, me lembro apenas de ter lhe alertado sobre o esfriamento de seu chá. Ela pareceu não ouvir o meu alerta. Continuou, agora então falando sobre a última saída de Zaratrusta, da qual ainda não havia retornado. Mostrou-se preocupada com isso. Comendo as bolachas de amêndoa, disse-lhe que o fato não era algo de que devia se preocupar, pois ainda não estava pintado todo o escuro no céu, e ainda mais, Zaratusta era um homem prudente e confiante em si mesmo, conhecia bem a ilha e certamente havia saído para uma pesquisa de campo. Katalín não se convenceu; voltou a olhar meus livros com aquele olhar espantado; tinha os olhos vivos como dois faróis de caminhão... O caminhão estava prestes a me atropelar; mas eu não estava no meio da rua; o caminhão é que estava desvairado.
Enfim, ela olhou seu relógio e disse que era hora de voltar à casa. Pegou a xícara de chá, e em alguns goles exterminou o líquido. Mas o chá era de libértias e havia esfriado completamente. Não há coisa pior para se beber do que um chá de libértias gelado! Com certeza Kata não estava boa de si...
Naquele dia dormi mal, sonhei com o chá gelado de libértias...
Enfim, ela olhou seu relógio e disse que era hora de voltar à casa. Pegou a xícara de chá, e em alguns goles exterminou o líquido. Mas o chá era de libértias e havia esfriado completamente. Não há coisa pior para se beber do que um chá de libértias gelado! Com certeza Kata não estava boa de si...
Naquele dia dormi mal, sonhei com o chá gelado de libértias...
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O Caçador
O passado é lembrado como um filme metódico; desses filmes que assistimos com sonolência nos ouvidos e cobertor nas pernas; desses filmes que apenas entendemos o todo e não as partes; desses filmes que são assistidos até pela mobília e penumbra da casa. Enfim, vai aí um trecho do passado. Mostra o cinematógrafo...
Ah, o escuro. Ah, a névoa. Estou inquieta.. será a tarde, será o céu, serão os espelhos bondosos que me cercam? Talvez. O tempo passa lentamente aqui em Esel-Aemp. Cada minuto flui preguiçosamente sob o relógio, que se espreguiça ao passar das horas. O frio congela tudo, tudo. Menos Cervantez.
Cervantez... não consigo decifrá-lo, estou inquieta. O sujeito misterioso passa horas e horas dessa lentidão vagando pelo terreno da ilha, com um olhar intenso perfurando a bruma insular. Está procurando por algo? Seu corpo, manso e simples, se torna úmido com o árduo diário por qual passa. Vejo-o digno percorrendo a maré.
E eu? Eu estou a sós. Livre como nunca, para perceber o minucioso, para desvendar o constante. Observo, reflito, penso. E descubro, como! Descobri: Cervantez, átrio de meu observatório, é Espanhol. Vem do Vietnã. É pesquisador antropológico. Eu vi, eu vi, Cervantez. Hoje, antes de partir em seu trajeto rotineiro, parou para falar com Dona Natalina à porta. Conversavam aos sussurros. Natalina deu ao homem um objeto redondo, metálico, bonito. Este, em seguida, saiu para caçar as ondas.
Estou curiosa. Mais que curiosa; estou confusa! Tenho um pressentimento... se bom ou mal, apenas o tempo dirá. Mas é um pressentimento. Cervantez não é um marujo qualquer... mas por quê? O que ele busca, dia após dia, na ternura do mar? O que recebeu de Natalina? Ou será minha imaginação? Não, eu vi. Se vi, é porquê existe algo ali.. Portador de segredos e causador de devaneios, o quê esconde?
De longe, vejo sua figura: pequena, como a de um inseto. Distante...mas se aproximando. Cervantez... vou satisfazer minha incerteza.
Kata Porttis
"Tais Lembranças"
Ah, o escuro. Ah, a névoa. Estou inquieta.. será a tarde, será o céu, serão os espelhos bondosos que me cercam? Talvez. O tempo passa lentamente aqui em Esel-Aemp. Cada minuto flui preguiçosamente sob o relógio, que se espreguiça ao passar das horas. O frio congela tudo, tudo. Menos Cervantez.
Cervantez... não consigo decifrá-lo, estou inquieta. O sujeito misterioso passa horas e horas dessa lentidão vagando pelo terreno da ilha, com um olhar intenso perfurando a bruma insular. Está procurando por algo? Seu corpo, manso e simples, se torna úmido com o árduo diário por qual passa. Vejo-o digno percorrendo a maré.
E eu? Eu estou a sós. Livre como nunca, para perceber o minucioso, para desvendar o constante. Observo, reflito, penso. E descubro, como! Descobri: Cervantez, átrio de meu observatório, é Espanhol. Vem do Vietnã. É pesquisador antropológico. Eu vi, eu vi, Cervantez. Hoje, antes de partir em seu trajeto rotineiro, parou para falar com Dona Natalina à porta. Conversavam aos sussurros. Natalina deu ao homem um objeto redondo, metálico, bonito. Este, em seguida, saiu para caçar as ondas.
Estou curiosa. Mais que curiosa; estou confusa! Tenho um pressentimento... se bom ou mal, apenas o tempo dirá. Mas é um pressentimento. Cervantez não é um marujo qualquer... mas por quê? O que ele busca, dia após dia, na ternura do mar? O que recebeu de Natalina? Ou será minha imaginação? Não, eu vi. Se vi, é porquê existe algo ali.. Portador de segredos e causador de devaneios, o quê esconde?
De longe, vejo sua figura: pequena, como a de um inseto. Distante...mas se aproximando. Cervantez... vou satisfazer minha incerteza.
Kata Porttis
"Tais Lembranças"
Assinar:
Postagens (Atom)