O primeiro dia foi o pior. Cervantez ainda não se entendia com a busca, ou talvez comigo; penso que se não fossem seus modos ele teria desistido antes da chegada da noite. Mas não desistiu.
Nos quatro dias que levamos até Mapua não encontramos sinais de Zaratrusta. Quer dizer, dissemos que não. A verdadeira história é essa:
Na tarde do segundo dia, enquanto descansávamos, tive um pressentimento. Comecei a caminhar pela vegetação ressecada, me aproximando de um pequeno arvoredo. Tinha a certeza de estar no caminho certo, eu sabia que havia algo aí. E havia. Encontrei uma tartaruga com quatro manchas amareladas em suas costas. Era uma pista, eu sabia; não existiam tartarugas assim naquela região! Tinha que ser algum experimento biológico do Zaratrusta! Cervantez me disse que estava errada, e deixamos ali o assunto. Mas eu sabia que aquele animal significava muita coisa; segui esperançosa.
Quando chegamos em Mapua estava tarde, e fomos dormir sem falar em Zaratrusta. Mas eu continuava eserançosa..
Kata Porttis
"Tais Lembranças"